Posts filed under ‘24-Protocolo Eclesiástico’

Algumas dúvidas sobre o Batismo

Nesta postagem levantarei algumas dúvidas básicas sobre o sacramento do batismo e o seu protocolo. Com isso, pretendo despertar no leitor as dúvidas que também possa ter e postá-las no comentário, para que possamos pesquisar mais sobre o assunto:

  • Qualquer pessoa pode receber o batismo:

Segundo a igreja católica, todo ser humano que ainda não tenha sido batizado poderá receber o batismo. A pessoa pode ser balizada ainda quando criança ou quando adulta. No segundo caso, também é crismada e faz a primeira comunhão na mesma cerimônia.

  • Quem pode ministrar o sacramento do Batismo?

Quem ministra o Batismo é o bispo, o padre e o diácono. Na prática, são os diáconos e os padres que ministram esse sacramento. O bispo pode, entretanto, dar a qualquer cristão o ministério de batizar. Tendo a intenção exigida pelas normas da Igreja, até mesmo quem não é batizado pode batizar outra pessoa que queira receber o Batismo. As duas condições para a validade do Batismo ministrado por leigos é que queiram fazer o que a Igreja faz quando batiza e aplicar a fórmula batismal trinitária: “Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

  • Uma vez batizado, pode-se negar o sacramento recebido?

 Uma vez batizado, o fiel se torna cristão e filho de Deus para sempre. O pecado, embora possa impedir o Batismo de produzir os frutos de salvação, de modo algum apaga essa marca. Não tem sentido, portanto, a pessoa “repetir” o Batismo. O Batismo é o selo da vida eterna.

 E aí? Mais alguma dúvida ou questionamento sobre o sacramento do batismo? Aguardo o seu comentário.

 Fonte: Caminho de vida – Preparação para a Crisma Livro 2. Autor Padre Alfieri Eduardo Bompani. Editora Santuário. 

Ana Alice Marques

CCunha: Certíssimo, Ana Alice. Tive um irmão que viveu apenas algumas horas depois de nascido. Minha mãe, então, batizou-o ela mesma, quando o médico disse que o bebê não teria salvação. Tenho um sobrinho que foi batizado, e hoje tem três filhas: não se casou na Igreja nem batizou as filhas. Elas, se quiserem, poderão decidir batizar-se, quando forem adultas.

2 de janeiro de 2012 at 15:12 Deixe um comentário

O significado do Batismo

Aprendi que o batismo é o sacramento instituído por Jesus Cristo, que apaga o pecado original, nos faz cristãos, filhos de Deus, membros da igreja, participantes do corpo de Cristo e herdeiros do céu. É também chamado sacramento da maternidade cristã e sacramento do Espírito Santo.

A palavra batismo vem do verbo grego baptizein, o que significa imergir, para lavar. O simbolismo dos efeitos da água como um sinal de purificação é muito comum na história das religiões. Sabemos que João Batista deu o batismo para aqueles que aceitaram sua pregação e mudança de vida.

Para uma definição tão bem elaborada e obedecendo aos princípios da religião católica, podemos notar a importância universal do primeiro sacramento que recebemos ainda no colo de nossos pais e padrinhos. Ou melhor, recebíamos. Pois a realidade vivenciada atualmente é bem diferente da de tempos atrás.

O sacramento do batismo deixou de ser uma cerimônia religiosa, passando a ser visto como um evento social e perdendo, em grande medida, o seu significado religioso. E com isso o protocolo eclesiástico se perde e se confunde diante de tantos festejos e ressignificações.

Ana Alice Marques

CCunha: Corretíssimo, Ana Alice. No entanto, podemos sempre voltar às raízes para reencontrar o significado dos gestos, das falas, das atitudes etc, etc, etc. Para mim, a frase símbolo da perda de significado é a famosíssima EU TE AMO. Creio que voltar às raízes significa tentar entender o que nossos antepassados enxergavam e sentiam, para, então, decidirmos se ainda nos convém tal profundidade ou se realmente já seguimos por outros caminhos, com consciência e desejo.

2 de janeiro de 2012 at 15:10 Deixe um comentário

As cores litúrgicas e sua simbologia

O uso tradicional das cores litúrgicas pela Igreja Católica é um dos aspectos do Protocolo Eclesiástico que ainda resiste ao tempo, às adaptações e inovações consequentes da modernidade.

As cores litúrgicas na Igreja Católica Apostólica Romana são reguladas pelo nº. 346 da vigente Instrução Geral do Missal Romano (doravante, IGMR), 3a. edição típica, promulgada em março de 2002 juntamente com a nova edição do Missal Romano. A IGMR estabelece que seja sempre observado o uso tradicional, mas as Conferências Episcopais podem determinar e propor à Santa Sé adaptações que correspondam às necessidades e ao caráter de cada povo.

As cores aprovadas pela IGMR, segundo o uso tradicional, e seus respectivos tempos de uso ao longo do ano litúrgico são o branco, o vermelho, o verde, o roxo, o preto e o rosa. O uso de diversas cores na liturgia da Igreja Católica surgiu dos significados místicos atribuídos a cada uma delas. Cores não previstas diretamente na IGMR, como dourado, prateado e azul foram inseridas às demais e são consideradas pela IGMR como “cores para dias festivos”.

Acredito que muitos devam conhecer o significado das cores litúrgicas, porém acho interessante relembrar e proporcionar o conhecimento para os que não o têm.

 Branco: Representa a alegria e a pureza. Ele é usado nos tempos da Páscoa e do Natal. Também nas festas do Senhor, e memoriais (exceto em sua paixão) e nas festas da Virgem Maria, santos, anjos e santos não mártires.

 Vermelho: Representa o sangue e o fogo do Espírito Santo. É usado no Domingo de Ramos, Sexta-Feira Santa, Domingo de Pentecostes, celebração da Paixão do Senhor, e as festas dos mártires, apóstolos e evangelistas.

 Verde: Significa a esperança. A cor é usada nos Ofícios e Missas do Tempo Comum. Simboliza a cor das plantas e árvores, prenunciando a esperança da vida eterna.

 Roxo: Simboliza a penitência, aflição, melancolia e austeridade.  É usado no tempo do Advento e da Quaresma. Pode também ser usado nos Ofícios e Missas pelos mortos

 Preto: Representa a morte. Segue sendo uma opção para a missa pelos mortos, onde for costume utilizá-la. No Brasil, contudo, o uso do preto nas celebrações pelos fiéis defuntos foi, na prática, abolido, havendo sido substituído pelo uso do roxo.

 Rosa: Pode ser usada apenas dois domingos, o terceiro domingo do Advento e 4º da Quaresma, uma vez que estes dois domingos têm um tom de alegria, apesar de ser em um tempo de penitência, mas não o suficiente para a cor branca.

 Azul: O uso litúrgico da cor azul para Festas e Solenidades da Santíssima Virgem Maria. O azul não é uma das cores litúrgicas previstas pela IGMR, mas seu uso é largamente difundido no Brasil.

 Dourado: Desvio de branco. É usada nas grandes solenidades do Ano Litúrgico como Páscoa, Natal, Ordenações. É pouco usado hoje em dia. É considerada a cor das grandes solenidades e grandes festas litúrgicas. Em muitos casos substitui as demais cores, assim como o branco.

Ana Alice Marques

CCunha: Muito bem, Ana Alice. Informações corretas, cores devidamente explicadas.

6 de dezembro de 2011 at 21:10 3 comentários

Protocolo Eclesiástico

O protocolo Eclesiástico é um conjunto de ordens hierárquicas que determinam normas de conduta das autoridades da igreja e seus representantes, em ocasiões oficiais ou particulares. É considerado essencial na vida institucional. De acordo com o Decreto Federal n.º 70.274 de 09 de março de 1972 – foram aprovadas as Normas do Cerimonial Público e a Ordem Geral de Precedência. Este decreto atualizou o anterior, que datava de 1948.

Do que trata a Ordem Geral de Precedência: Na Igreja o lugar de honra é o altar. À direita ficará a Bandeira Nacional e, à esquerda a Bandeira da Santa Sé. A ordem de Precedência, de acordo com a ordem hierárquica é a seguinte:

1. Cardeal Primaz

2. Cardeal

3. Núncio Apostólico

4. Patriarcas, Arcebispos e Bispos

5. Promontórios Apostólicos

6. Prelado Doméstico

7. Camareiro Doméstico

8. Arcediagos

9. Arciprestes

10. Vigários Episcopais

11. Vigários e Sacerdotes

12. Diáconos e Religiosos, etc..

Observando algumas normas e formalidades do Protocolo Eclesiástico, podemos observar o quão imenso é esse mundo de grandes riquezas, em termos de cerimonial e rodeado por símbolos adotados por séculos. Porém, é importante ressaltar que, assim como várias outras instituições, a Igreja Católica mudou e evoluiu bastante, adequando a essas mudanças também o seu protocolo.

Quando as normas, regras e disciplinas são interrompidas por alguma razão pessoal do sujeito principal da ação, nós temos aí a “Quebra do Protocolo”. Em alguns casos, o abandono ou relaxamento do cerimonial e do protocolo que gera a tal quebra é, muitas vezes, um desejo de agradar, de se fazer simpático ou ainda da própria maneira, geralmente humana, de se portar frente a outro ser humano. Sempre consciente por parte de quem faz a ação.

Um exemplo clássico de Quebra de Protocolo aconteceu no Vaticano, que é provavelmente a mais antiga corte da Europa, e justamente afamado pelo refinamento e observância do seu rígido protocolo. Por tal razão, o exemplo a seguir é o mais clássico e o mais citado como quebra de protocolo: Quando a Sra. John Kennedy estava para visitar o Vaticano, o Papa João XXIII, humanístico e social, foi informado pelo cerimonial da maneira pela qual deveria saudá-la.Foi-lhe dada à escolha de Srª. Presidente, Madame, ou Srª. Kennedy. Ao vê-la, o Papa abriu levemente os braços e exclamou com satisfação humana: ‘Oh! Jaqueline!’.

Se nem mesmo a autoridade máxima da igreja ficou impune de cometer a tão temida quebra do protocolo, não deveríamos ser tão rígidos seguindo normas, que na maioria das vezes carrega o ambiente de formalidade e distanciamento dos membros da Igreja.

Ana Alice Silva Marques

CCunha: Ana Alice, Ana Alice, sempre polêmica!!! Vamos combinar assim: antes de sugerir a quebra de protocolo, vamos explicar-lhe o sentido! Da mesma forma se distingue um erro sintático de uma licença poética!

6 de dezembro de 2011 at 14:36 1 comentário

Qual é a hierarquia eclesiástica?

Começando do posto mais alto, temos, nesta ordem: papa, cardeal, patriarca, arcebispo, bispo (ou abade, abade territorial, prelado territorial, exarca, vigário apostólico, prefeito apostólico, administrador apostólico, ordinário militar, ordinário pessoal, prelado pessoal, eclesiástico superior de uma missão sui iuris, administrador diocesano) , presbítero ou padre, diácono, leigo. Outras informações podem ser encontradas no Compêndio do Catecismo da Igreja Católica e no Catecismo da Igreja Católica ou na seguinte página do Vaticano: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20091104_norme-anglicanorum-coetibus_po.html .

5 de dezembro de 2011 at 20:55 Deixe um comentário


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